Mobilidade: por que não aceitei emprego em uma multinacional

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Para projetos móveis, entendo que as pequenas fornecedoras conseguem entregar uma melhor experiência ao cliente

por Vinícius Boemeke

Alguns meses atrás, recebi um telefone bem inesperado: uma multinacional queria me contratar para ajudar a levar ao mercado sua oferta de mobilidade. O resultado que a MDM Solutions teve nos últimos três anos, desde o seu lançamento, e o conhecimento que adquiri nesse tempo chamaram a atenção dessa gigante.

Grandes empresas estão se movimentando em direção ao tema. A VMware comprou a companhia de solução de dispositivos móveis AirWatch há um ano. Em 2014, a IBM anunciou parceria com a Apple para atacar o mercado corporativo e, neste ano, consolidou-se como marca que mais gera patentes em mobilidade nos Estados Unidos e Europa, deixando a então líder, Samsung, em segundo lugar.

Agradeci o convite, mas não o aceitei por dois motivos. O primeiro deles é que sou sócio-fundador de uma empresa que está em franco crescimento. Mais do que isso, porém, está o que acredito: as exigências da área se encaixam melhor em estruturas menores ou especializadas.

Mobilidade possui tíquete médio muito pequeno, quando comparamos aos demais projetos vendidos por uma multinacional que aposta em praticamente todas as áreas do mercado de tecnologia da informação e comunicação e está acostumada a vender data centers de milhões de reais. Como a marca vai direcionar seus investimentos em treinamento e capacitação dos funcionários, ou, até mesmo, tratar o cliente com atenção individualizada que projetos com esse viés inovativo demandam?

Outra demanda é flexibilidade, porque as ofertas se adequam conforme as necessidades de cada perfil de negócio e, principalmente, hábito de uso dos colaboradores. Modelos pré-formatados não funcionam em projetos de mobilidade, porque tudo gira em torno da experiência do usuário. É preciso que o atendimento seja feito por quem conhece profundamente do negócio do cliente, e não por uma mesa de suporte ou help desk genérica, formada por profissionais que pouco ou nada sabem dos detalhes de cada comprador.

Por fim, não ter restrições de produtos ou soluções é um grande benefício, já que é possível atender com exatidão às demandas de negócio, sejam de hardware, sejam de software.

Tenho convicção: tomei a melhor decisão.

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