Byod no Brasil: CIOs e consultores debatem sobre desafios e melhores práticas

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Julio Baião, CIO da Via Varejo, Márcio Roberto da Silva, gerente de TI da Cetip, e os consultores Anderson Figueiredo e José Carlos Padilha comentam esse e outros temas em debate promovido pela MDM Solutions

por MDM Solutions   

Gestores de TI e consultores acreditam que o departamento de tecnologia da informação deve ter papel mais estratégico nas empresas e usar novidades tecnológicas, como mobilidade e políticas de Bring Your Own Device (Byod), a serviço do negócio. A visão foi compartilhada durante evento realizado pela integradora MDM Solutions na sede da Samsung, em São Paulo, para apresentação da pesquisa “Byod no Brasil: adoção, gestão e desafios na visão de líderes de TI”, feita em parceria com a Integrare 360º – Marketing de Conteúdo (a pesquisa está disponível no fim desse post).

O estudo contou com 85 respostas, das quais 73 foram consideradas válidas. Após a apresentação dos dados, Julio Baião, CIO da Via Varejo; Márcio Roberto da Silva, gerente-executivo de TI na Cetip; e os consultores Anderson Figueiredo, ex-IDC; e José Carlos Padilha, que acumula 30 anos de experiência como CIO, participaram de um debate conduzido por Adriele Marchesini, cofundadora da Integrare 360º, para discutir melhores práticas e momento de adoção da estratégia móvel no Brasil.

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“Mal” como todo mundo

Em tempos em que a evolução tecnológica sobrecarrega os departamentos de TI com diferentes siglas e nomenclaturas, é preciso deixar claro que existe uma sutil, porém importante, diferença entre os termos mobilidade e Byod. O primeiro caso abrange estratégias corporativas centradas em tablets, smartphones e, até mesmo, notebooks, fornecidos e geridos pela empresa a partir de modelos padronizados. Quando falamos nos movimentos de consumerização e Bring Your Own Device, o cenário é mais colaborativo e tem a equipe como agente central de transformação, já que é ela que pendura seus dispositivos pessoais na rede da organização e demanda resposta, gestão, garantia da segurança e integridade dos dados por parte do departamento de tecnologia da informação.

Talvez a falta de compreensão justifique um dado alarmante da pesquisa: 30% dos entrevistados afirmaram não ter uma política formal de Byod e, mesmo assim, permitem que todos os funcionários utilizem seus próprios equipamentos na rotina de trabalho. “O dado está na média, estamos mal como todo mundo”, brincou Figueiredo, ao comentar pesquisa com dados semelhantes feita internacionalmente. Apesar disso, para o consultor, falta no Brasil uma cultura de preocupação com a segurança. Ferramentas de Mobile Device Management (MDM, ou gestão de dispositivos móveis) resolvem, facilmente, essa dificuldade.

Como o CIO deve começar

O primeiro ponto citado por todos os envolvidos é o da necessidade de se criar uma política clara, compreendendo, sempre, qual o objetivo do projeto de mobilidade ou de Byod. A partir dessa previsão, a implantação deve ocorrer de forma escalonada. Márcio Roberto da Silva, da Cetip, orienta a dividir o processo, mais complexo, em pequenos projetos. Assim, vai-se acostumando com a adoção e corrigindo a rota em caso de necessidades. O executivo ainda faz um alerta: “é preciso escolher uma ferramenta e aprender a usá-la, pois há um tempo de maturidade”.

Baião, da Via Varejo dá uma solução simples para o caso de forte pressão pela adoção do modelo: “faça uma política básica”, que atenda às necessidades gerais e sem aprofundar em questões específicas. Com o passar do tempo, é possível “correr atrás e criar ajustes”.

Tecnologia como negócio

Muito se fala sobre a importância de a TI ser vista como um apoio estratégico, e não operacional, da corporação. Mas para Baião, é preciso dar um salto nessa visão: “TI não tem que estar somente alinhada aos negócios. A TI é parte da estratégia”. O Byod faz parte disso, pontuou o CIO do Via Varejo, e não deve ser encarado só como algo a ser regulamentado na relação com os colaboradores. Padilha aproveitou para uma orientação: é preciso considerar particularidades do setor de atuação da empresa, para que ferramentas de TI sejam usadas em processos mais estratégicos e menos de apoio.

Silva concordou, citando ainda que o departamento pode, por exemplo, indicar políticas de home office como uma alternativa para empresas lidarem com a crise hídrica de São Paulo.

Além disso, a pesquisa “Byod no Brasil: adoção, gestão e desafios na visão dos líderes de TI” mostra que quase 28% dos CIOs já começam a utilizar aplicações críticas, como de gestão financeira (Enterprise Resource Planning, ou ERP), em dispositivos móveis. Na visão dos executivos, esse é um movimento natural e o ambiente móvel está preparado para amparar tais soluções.

Viabilização financeira

CEOs normalmente entendem, ou ao menos têm uma ideia mais genérica, sobre melhores práticas e tendências relacionadas às áreas de vendas, marketing, finanças e contabilidade. Mas essa não costuma ser a realidade quando o assunto é tecnologia da informação. Exatamente por demandar um conhecimento muito específico, a TI e suas necessidades de investimento demoram um pouco mais para serem entendidas. Segundo Baião, diante desse cenário, fica mais complicado para CIOs ganharem espaço na competitiva concessão de budget departamental ao pedirem verba para investir “milhões, ou mesmo “alguns milhares”,  de reais. Mas há uma saída. “O que funciona bem é alinhar uma estratégia de tecnologia, como o Byod, com outro segmento do negócio. A tecnologia deve vir como apoio essencial para que a estratégia seja concluída”, reforça.

Preparando-se para o futuro

Por fim, fica claro que Byod não é a última milha no assunto mobilidade. O CIO deve se preparar para o impacto de tendências como Internet das Coisas (IoT) e tecnologias vestíveis (weareble technologies), como é o caso de relógios inteligentes, e novos modelos de uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho.

Nos Estados Unidos, por exemplo, já se fala na migração do conceito Bring Your Own Device para Choose Your Own Device, ou “Escolha seu próprio dispositivo”, no qual a companhia oferece um cardápio de dispositivos aceitos em sua rede corporativa e, dentro dessas opções, o usuário pode escolher a que melhor se adequa à sua necessidade. Esses dispositivos, geralmente, são adquiridos no modelo de affinity: a companhia faz uma parceria com uma fornecedora para vender os dispositivos com desconto.

Todos ganham: a TI, que não fica com um parque muito heterogêneo de dispositivos e gerencia com mais facilidade, e o usuário, que consegue comprar o modelo de sua preferência por um preço mais acessível. Cabe ao líder de TI ajudar a encontrar alternativas eficientes, práticas e alinhadas aos negócios, para o bem-estar da companhia e dos colaboradores.

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